As Musas, como ficaram conhecidas as nove Deusas-irmãs, fizeram do local de seu nascimento um verdadeiro templo guardião de seus ofícios e num lugar de contemplação pelos mortais. Esse lugar foi denominado de Mouséion, ou seja, a Casa das Musas, um lugar destinado às artes e ciências. Neste espaço se discutirá assuntos relacionados a todos os ofícios das nove Deusas-irmãs, todos relacionados com a prática educativa.
sábado, 11 de junho de 2011
quarta-feira, 1 de junho de 2011
MANEIRA DE AMAR

O jardineiro conversava com as flores e elas se habituaram ao diálogo. Passava manhãs contando coisas a uma cravina ou escutando o que lhe confiava um gerânio. O girassol não ia muito com sua cara, ou porque não fosse homem bonito, ou porque os girassóis são orgulhosos de natureza.
Em vão o jardineiro tentava captar-lhe as graças, pois o girassol chegava a voltar-se contra a luz para não ver o rosto que lhe sorria. Era uma situação bastante embaraçosa, que as outras flores não comentavam. Nunca, entretanto, o jardineiro deixou de regar o pé de girassol e de renovar-lhe a terra, na devida ocasião.
O dono do jardim achou que seu empregado perdia muito tempo parado diante dos canteiros, aparentemente não fazendo coisa alguma. E mando-o embora,depois de assinar a carteira de trabalho.
Depois que o jardineiro saiu, as flores ficaram tristes e censuravam-se porque não tinham induzido o girassol a mudar de atitude. A mais triste de todas era o girassol, que não se conformava com a ausência do homem.
"VOCÊ O TRATAVA MAL, AGORA ESTÁ ARREPENDIDO?" "NÃO, RESPODEU, ESTOU TRISTE PORQUE AGORA NÃO POSSO TRATÁ-LO MAL. É A MINHA MANEIRA DE AMAR, ELE SABIA DISSO, E GOSTAVA".
Carlos Drummond de Andrade
quinta-feira, 26 de maio de 2011
MUSEU E MEMÓRIA

UM CRUZEIRO MEMORIAL
ERILAINE PEREZ
Três lances de escadas. Isso é tudo o que precisamos vencer para empreender uma viagem fascinante. Bilhete comprado, o flutuar promete a mesma sensação enigmática do panorama visto através das vítreas claraboias. Sim! Jamais esqueceremos o prazer das descobertas do percurso carregado de simbologia. O destino desse cruzeiro histórico são ilhas ancestrais. A guia, carinhosamente batizada “Memória”, testemunha ocular de tempos passados, orienta a visão de cada coisa para se fazer entender por nós, os que viemos depois. Fala da religião que maculou a inocência dos primeiros habitantes, roubando-lhes a identidade. Das ruas de terra marcadas por rodas de carroça. De batalhas empreendidas a ferro e fogo, de heróis decapitados e da paz estabelecida pela caneta tinteiro e pelo papel. Conta dos laços tramados pelo trabalho e pela amizade entre homem e cavalo. Dos aparelhos que cunharam moedas que compravam tudo, até a liberdade. Dos escravos que esculpiram altares para rogar por igualdade. Lembra de intelectuais que pensaram máquinas para eternizar em letras suas angústias e ideais. E das lindas canções tocadas ao som de um pandeiro de prata. Dos empreendedores que trouxeram o computador para facilitar o dia a dia do trabalho. E dos desenhistas, poetas, médicos, políticos e tantos outros que, pelo seu fazer, deixaram algo para que nos lembrássemos de um tempo que transformou este em que vivemos. Muitos já aceitaram o convite, venceram as escadas, compraram o bilhete, empreenderam a viagem. Mas esse barco, chamado Museu Pedro Palmeiro, continua a nossa espera, ancorado no porto da Cidade Educadora e está sempre pronto para realizar a travessia, que só acontece nas profundezas dos nossos olhos, nascente do mar das Memórias da Terra dos Poetas.
Erilaine Perez é Produtora Textual e Coordenadora do Museu Municipal Pedro Palmeiro.
Contatos:
Museu Municipal Pedro Palmeiro
Rua Pinheiro Machado, nº. 2291 - 3º piso do Centro Cultural.
Telefone (55) 3251-1651
E-mail: museudsantiago@gmail.com
Visite!
sábado, 26 de fevereiro de 2011
CAIO F - que muito amou.

Há 15 anos, no dia 25 de fevereiro de 1996, o criador do “Passo da Guanxuma”, o escritor Caio Fernando Loureiro de Abreu despediu-se do mundo terreno deixando um luminoso rastro, que se faz resplandecer em cada obra sua.
É considerado um dos expoentes da literatura contemporânea. Sua ficção se desenvolveu acima dos convencionalismos de qualquer ordem, evidenciando uma temática própria, juntamente com uma linguagem fora dos padrões considerados “normais”.
Intenso, autêntico e atual. Um amante da palavra, que busca com sua obra obter as emoções do leitor, expor o cotidiano com sua imaginação florida e perfumada. Isso é algo que não tem data de validade, sendo uma das razões de tamanha identificação da juventude atual com sua escrita e fenômeno de popularidade na internet.
Segundo o professor de Letras da UNESP, Arnaldo Franco Júnior, em entrevista ao Jornal Pernambucano (26/02/2011): “o suporte eletrônico permitiu uma divulgação sem precedentes da obra dele”, tornando-o figura cativa nas redes sociais como Orkut, Facebook, Twitter e Blogs.
Já escritora Lygia Fagundes Telles lhe concedeu o título de “Escritor da Paixão”, justamente por conseguir tocar o humano com sua técnica de escrita, recheada de recursos, falando de sentimentos e aspirações de homens e mulheres, das experiências do viver urbano contemporâneo e por ter “a paixão da linguagem e a linguagem da paixão” (TELLES, 1995).
Por todo o Brasil, o dia 25 deste mês, foi marcado por homenagens a memória de Caio F., basta realizar uma rápida pesquisa na internet para constatar a importância que é atribuída à obra desse escritor que brincou com as palavras numa busca prazerosa pela escrita, feita como um trabalho alquímico, vindo a reforçar a idéia que “escrever é abalar o sentido de mundo” (BARTHES, 1987).
Cada vez mais, os palcos se iluminam para receber seus textos, os quais inspiram novas montagens, emocionam recebendo calorosos aplausos de platéias de diferentes sotaques. “Ano após ano, Caio continua a suscitar montagens teatrais. E, quase invariavelmente, o que se vê em cena não são os enredos de sua dramaturgia – que ele mesmo reconhecia como uma parcela menor de sua obra – mas seus contos. Nessas narrativas curtas, textos em que o autor alçou a si mesmo à categoria de personagem, diretores e atores continuam a encontrar matéria-prima para suas encenações”, como argumenta Maria Eugenia de Menezes em matéria do Jornal Estado de São Paulo, caderno Cultura de 25/02/2011.
Aqui em Santiago, a partir da inauguração da Estação do Conhecimento que conta em seu pavimento superior com o Memorial dos Poetas, os painéis do Caio são uns dos mais visitados e fotografados, destacando o que contém a crônica “Raiz do Pampa”. Chama atenção a admiração contagiante de um público cada vez mais cativo e que faz com que o autor tenha recebido, periodicamente, rosas e inúmeros beijos em suas fotos.
Como Caio F. dizia:
“É difícil aprisionar os que têm asas”.
Referências:
Barthes. In: Sobre Racine. Prefácio. Trad. Antonio C. Viana. Porto Alegre. L&PM, 1987. p. 5
JORNAL DIÁRIO PERNAMBUCANO. Para Sempre Caio. (26/02/2011) por Carolina Santos.
JORNAL O ESTADO DE SÃO PAULO – Caderno Cultura: No palco, 15 anos sem Caio Fernando Abreu. (25/02/2011) por Maria Eugênia de Menezes.
TELLES, Lygia F. Autor tem o sonho como vocação. In: O Estado de São Paulo. Caderno 2. 09 de dezembro de 1995.
terça-feira, 21 de dezembro de 2010
A 12ª Feira do Livro Enquanto Cidade Educadora
A ponta do mistério
Pode ser ruim pensar apenas no presente
Pode ser pouco inconseqüente
Não se programar pra preparar um bom futuro
Pode ser um tiro no escuro
Pode ser também que a gente morra de repente
Pode ser um tanto deprimente
Não aproveitar os dias adiando a vida
Pode ser um tiro suicida
Deve ser tão bom levar a vida livremente
Deve ser bastante diferente
Não se acomodar, seguir em frente nessa estrada
Deve ser um tiro de largada
Gabriel O Pensador - Diário Noturno, 2010.
Durante os dias de 18 a 21 de novembro de 2010, aconteceu a 12ª edição da Feira Municipal do Livro no entorno da Praça Moysés Vianna, no centro da cidade de Santiago – A Terra dos Poetas. A realização deste evento, corresponde a uma das metas fixadas pela Secretaria Municipal de Educação e Cultura, dentro do plano de ação articulado entre o comitê do Programa Cidade Educadora.
Essa meta consistia em vivenciar os princípios norteadores desse programa, transformando a praça central em um grande espaço educativo, onde através de ações práticas se construiu oportunidades educativas. Como também, serviu para o lançamento oficial das primeiras oito Metas Municipais a serem trabalhadas dentro da proposta de transformar Santiago em Cidade Educadora, buscando como visão de futuro: “Ser referência em qualidade de Vida”.
Assim, toda a organização da 12ª Feira do Livro, que teve como slogan: “Livros: janelas e portas que se abrem...” e patrono Jayme Camargo Piva, procurou constituir-se enquanto perspectiva participativa e educadora. Sendo desenvolvido um trabalho de sensibilização e orientação a todos os profissionais diretamente ligados a estrutura global da Feira. Desde a orientação sobre o Programa Cidade Educadora, seus princípios e trajetória histórica, exemplos práticos, até noções gerais da estrutura e programação da 12ª Feira do Livro.
Avaliando esse processo inicial, cabe ressaltar o quanto foi gratificante e perceptível ver quem internalizou e vivenciou o momento enquanto Cidade Educadora. Pois estavam entregues, suas expressões contagiavam, provavelmente por saberem o quanto o seu trabalho é importante para o sucesso do evento, sem falar na mudança de mentalidades em relação ao cuidado com o meio.
Inúmeros profissionais municipais vestiram a camiseta da Feira, da Cidade Educadora, mas essa camiseta não se restringe a das cinco cores diferentes com um logo. Essa camiseta é a da garra, da vontade de fazer, de querer o melhor, de contribuir, de participar, de orientar, de educar... Com isso percebeu-se que muitos projetos e programas municipais foram desenvolvidos e conseguiram passar seu recado e isso tudo de maneira articulada com o grande astro: O LIVRO.
Sempre temos algo a melhorar, e isso é normal, porém acredito que estamos no caminho certo, por isso não devemos desanimar na caminhada, por mais árdua que essa seja. Além dos setores municipais, também foi realizado o mesmo trabalho de sensibilização com inúmeros segmentos sociais. A fim de chamar a participação comunitária para vestir a camiseta da Cidade Educadora na Feira e isso rendeu bons resultados, pois cada um teve sua parcela de contribuição e participação no evento: seja Instituições de Ensino, Instituições Financeiras, Meios de Comunicação, Entidades Culturais e comunidade em geral.
É isso que esperamos que cada vez mais, os laços de cooperação sejam fortalecidos por idéias empreendedoras e construam pontes que interliguem os corações de boa vontade na busca de uma cidade melhor, de uma Terra dos Poetas desenvolvida na sua plenitude e que suas potencialidades tenham como base a nossa própria humanidade.
Eis uma pequena homenagem minha, como forma de agradecimento:
sexta-feira, 10 de dezembro de 2010
EDUCAÇÃO FISCAL IV
O EU E O NÓS:
ENTRE NARCISOS E EROS
Como vivemos em sociedade e o homem é por natureza um ser social, o “EU” só conseguirá realizar grandes proezas dentro do “NÓS”. O que quero expressar é bem a mensagem que a querida amiga poetiza, quis comunicar com sua obra. Reforçar a união, a participação coletiva, a responsabilidade social, a cooperação, fraternidade e a ética planetária.
Dentro dessa visão, a minha atuação no Programa de Educação Fiscal, ganha significado, na medida que, há uma interação com os demais. Ou seja, como coloquei no primeiro fórum, se eu guardar só para mim as informações que recebi realizando esse curso, não estarei auxiliando com a coletividade e possuindo uma postura egoísta, típica do Narciso, da mitologia grega. Mas se ao contrário, eu passar a comunicar e trocar experiências com os meus pares, estarei realizando um processo de construção de redes, com o objetivo que o Programa procura, ou seja, eu estarei “disseminando”. Assim como o Eros, distribuindo flechas de compreensão, respeito e amor para com os demais, pois, estarei oportunizando um crescimento coletivo (meu e dos a minha volta).
Bom, sou professor e tenho um compromisso social com todos os seres que passam por mim. Por essa razão, busco “Insignare”, na concepção latina do termo: marcar com um sinal, atuando na construção do significado do que fazemos. É nessa concepção que todos os conhecimentos gerados e experiências partilhadas na ótica da Educação Fiscal, passam a ser internalizados por mim, protegidos pelo sentimento de pertencimento. EU faço parte de um todo, de um contexto e EU tenho algo a contribuir para que NÓS possamos edificar alicerces revestidos na prática cidadã e que vislumbrem possibilidades de uma vida melhor, com a diminuição das desigualdades sociais e estratégias construtivas para o crescimento regional.
A atual Gestão Municipal de Santiago/RS – a Terra dos Poetas – na qual EU faço parte, está caminhando para um processo onde NÓS seremos atuantes de inúmeras mudanças de paradigmas. É claro que isso é uma caminhada que demanda tempo e paciência, mas já começamos a dar nossos primeiros passos, guiados pelos princípios do Programa Cidade Educadora, que busca uma melhor qualidade de vida para todos seus habitantes.
Coloco isso, pois NÓS temos como meta a Educação Fiscal atuando desde a Educação Formal (em todos os níveis de ensino, da pré escola ao ensino universitário), à Educação Não Formal (inundando as relações humanas, nos diferentes grupos de convivência) e chamando a responsabilidade social das Instituições e segmentos sociais para um trabalho cooperativo e participativo. Interligando as demais ações no que se referem à Educação Ambiental, Patrimonial, Empreendedora, Turística, para o Trânsito, e tantas outras, com a Educação Fiscal, passando a ter uma unidade na busca da formação da consciência cidadã.
Paulo Freire nos diz que: “É preciso plantar as sementes da Educação para colher os frutos da Cidadania.” Portanto é dessa forma que pretendo que minha reflexão torne-se dialética, mediante a interação com os demais, seja no departamento onde atuo, na extensão que a instituição pública possui, no convívio social e religioso que possuo. Pois dessa forma serei, efetivamente, um DISSEMINADOR.
Muito obrigado por esse momento, pelos conhecimentos e amigos que fiz nessa interação virtual, crítica e cidadã. Rodrigo.
ENTRE NARCISOS E EROS
COMUNICAÇÃO
Uma árvore só
(já a viste distante?)
tem a tristeza lamuriante
das coisas isoladas.
Unidas, tornam-se imensas,
de sombra mais densa
em mútua proteção.
As gotas sozinhas,
embora brilhantes,
não passam de pingos
que o vento desfaz.
Unidas são ondas,
subindo, caindo,
criando energia
na rebentação.
O homem sozinho
é no isolamento
fração, fragmento
de realização.
Therezinha Lucas Tusi
Como vivemos em sociedade e o homem é por natureza um ser social, o “EU” só conseguirá realizar grandes proezas dentro do “NÓS”. O que quero expressar é bem a mensagem que a querida amiga poetiza, quis comunicar com sua obra. Reforçar a união, a participação coletiva, a responsabilidade social, a cooperação, fraternidade e a ética planetária.
Dentro dessa visão, a minha atuação no Programa de Educação Fiscal, ganha significado, na medida que, há uma interação com os demais. Ou seja, como coloquei no primeiro fórum, se eu guardar só para mim as informações que recebi realizando esse curso, não estarei auxiliando com a coletividade e possuindo uma postura egoísta, típica do Narciso, da mitologia grega. Mas se ao contrário, eu passar a comunicar e trocar experiências com os meus pares, estarei realizando um processo de construção de redes, com o objetivo que o Programa procura, ou seja, eu estarei “disseminando”. Assim como o Eros, distribuindo flechas de compreensão, respeito e amor para com os demais, pois, estarei oportunizando um crescimento coletivo (meu e dos a minha volta).
Bom, sou professor e tenho um compromisso social com todos os seres que passam por mim. Por essa razão, busco “Insignare”, na concepção latina do termo: marcar com um sinal, atuando na construção do significado do que fazemos. É nessa concepção que todos os conhecimentos gerados e experiências partilhadas na ótica da Educação Fiscal, passam a ser internalizados por mim, protegidos pelo sentimento de pertencimento. EU faço parte de um todo, de um contexto e EU tenho algo a contribuir para que NÓS possamos edificar alicerces revestidos na prática cidadã e que vislumbrem possibilidades de uma vida melhor, com a diminuição das desigualdades sociais e estratégias construtivas para o crescimento regional.
A atual Gestão Municipal de Santiago/RS – a Terra dos Poetas – na qual EU faço parte, está caminhando para um processo onde NÓS seremos atuantes de inúmeras mudanças de paradigmas. É claro que isso é uma caminhada que demanda tempo e paciência, mas já começamos a dar nossos primeiros passos, guiados pelos princípios do Programa Cidade Educadora, que busca uma melhor qualidade de vida para todos seus habitantes.
Coloco isso, pois NÓS temos como meta a Educação Fiscal atuando desde a Educação Formal (em todos os níveis de ensino, da pré escola ao ensino universitário), à Educação Não Formal (inundando as relações humanas, nos diferentes grupos de convivência) e chamando a responsabilidade social das Instituições e segmentos sociais para um trabalho cooperativo e participativo. Interligando as demais ações no que se referem à Educação Ambiental, Patrimonial, Empreendedora, Turística, para o Trânsito, e tantas outras, com a Educação Fiscal, passando a ter uma unidade na busca da formação da consciência cidadã.
Paulo Freire nos diz que: “É preciso plantar as sementes da Educação para colher os frutos da Cidadania.” Portanto é dessa forma que pretendo que minha reflexão torne-se dialética, mediante a interação com os demais, seja no departamento onde atuo, na extensão que a instituição pública possui, no convívio social e religioso que possuo. Pois dessa forma serei, efetivamente, um DISSEMINADOR.
Muito obrigado por esse momento, pelos conhecimentos e amigos que fiz nessa interação virtual, crítica e cidadã. Rodrigo.
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
EDUCAÇÃO FISCAL III
ENTRE O TRIBUTUM E A RESPONSABILIDADE SOCIAL
Gosto dessa frase que costumo usar como epígrafe, toda a vez que, me proponho o discutir alguma relação de atitudes cotidianas com algum preceito ou aspecto legal. Primeiro, porque penso que ela consegue tocar a essência humana e chamar para si a responsabilidade social de cada cidadão e cidadã e segundo, porque me faz refletir sobre a criação das leis, justamente para melhor ordenar o convívio entre os seres, e explicitar que somente estas de nada adiantam, se não houver uma mudança humana na forma de conviver.
No Curso de Disseminadores da Educação Fiscal, durante estudo do Módulo III "Função Social dos Tributos", além de conhecer um pouco da origem do Sistema Tributário no decorrer da história das civilizações e culturas, também, foi apresentada uma relação, bastante importante, que perpassa princípios de Igualdade e Justiça. Por isso é possível traçar um paralelo entre a realidade tributária brasileira e o princípio fundamental inserido no art. 3º, da Constituição Federal, que fala: "Constituem objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil - III - erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais" .
Assim, entende-se que a função social dos tributos está diretamente relacionada com o bom uso do Sistema Tributário, pelo Estado, para conseguir promover sua responsabilidade social e poder honrar com os preceitos legais, promovendo o bem comum e criando condições efetivas que potencializem todas as áreas do desenvolvimento humano.
Segundo o Ministério da Fazenda, a realidade do Sistema Tributário, em nosso país é muito complexa, principalmente porque existem muitos tributos que incidem sobre a mesma base, refletindo em uma sobrecarga para os cidadãos, que na grande maioria, desconhecem a dinâmica desse sistema.
Acredito que um ponto positivo para uma mudança paradigmática, está nesses cursos de formação, que através de informações importantes e de linguagem acessível, promovem a disseminação dessas estruturas em meio a sociedade. Outro fator que destaco de suma importância, diz respeito a competência dos municípios, como é o caso do meu - Santiago/RS - que adotou uma política de institucionalização do Programa de Educação Fiscal, unindo esforços entre as Secretarias Municipais de Educação e da Fazenda e expandindo para as demais, através a articulação entre os projetos e programas sociais, embasados nos princípios norteadores do Programa Internacional "Cidade Educadora".
Essas ações fazem por melhorar o diálogo entre Sociedade e Estado, mas não acredito que somente a falta de informação da população sobre o Sistema Tributário é capaz de responsabilizar-se pelas causas da iniqüidade fiscal em nosso país. É sabido que existem muitas outras causas, desde a corrupção, desvios de conduta, formas legais e ilegais de evitar o pagamento tributário, que para mim um exemplo expresso disso é a pirataria. Que além de gerar uma quebra na economia, também gera inúmeros efeitos sociais.
É muito importante que para o exercício pleno da cidadania, é indispensável a informação do funcionamento de todo arcabouço estrutural do Estado, para que haja uma participação ativa, através da vivência consciente da responsabilidade social de cada um, no auxílio ao combate das desigualdades e na construção de um futuro melhor para todos, imbuído da concepção de uma ética planetária.
Com isso, cresce cada vez mais, a importância dos Programas de Educação Fiscal, em meio as estruturas sociais. Sendo desenvolvidos com a proposta de transformar informações e dados em conhecimentos úteis e aplicáveis no dia a dia, nas tarefas cotidianas, internalizando-as nos seres e construindo uma rede de ações conscientes e cidadãs. Deve haver um processo educativo entre essas conexões, por exemplo: não basta apenas dizer que deve-se solicitar a nota, ou cupom fiscal, tem que se saber o que está envolto nessa ação, os benefícios gerados e que retornam à sociedade devem ser trazidos à tona, fazendo com que realmente aconteça uma Educação Fiscal viva, produtiva, humanizadora, ética e comprometida com o desenvolvimento social.
Assim, retorno à "Fábula do Leão e do Beija-Flor", onde o papel dos disseminadores deve ser visto como o do pequeno pássaro, a fim de conseguir sensibilizar e tocar os corações dos demais em prol da causa e fazendo valer a sua responsabilidade social com o exercício da cidadania.
Então, VAMOS NESSA!!!
"As leis não bastam, os lírios não nascem das leis."
Carlos Drummond de Andrade
Gosto dessa frase que costumo usar como epígrafe, toda a vez que, me proponho o discutir alguma relação de atitudes cotidianas com algum preceito ou aspecto legal. Primeiro, porque penso que ela consegue tocar a essência humana e chamar para si a responsabilidade social de cada cidadão e cidadã e segundo, porque me faz refletir sobre a criação das leis, justamente para melhor ordenar o convívio entre os seres, e explicitar que somente estas de nada adiantam, se não houver uma mudança humana na forma de conviver.
No Curso de Disseminadores da Educação Fiscal, durante estudo do Módulo III "Função Social dos Tributos", além de conhecer um pouco da origem do Sistema Tributário no decorrer da história das civilizações e culturas, também, foi apresentada uma relação, bastante importante, que perpassa princípios de Igualdade e Justiça. Por isso é possível traçar um paralelo entre a realidade tributária brasileira e o princípio fundamental inserido no art. 3º, da Constituição Federal, que fala: "Constituem objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil - III - erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais" .
Assim, entende-se que a função social dos tributos está diretamente relacionada com o bom uso do Sistema Tributário, pelo Estado, para conseguir promover sua responsabilidade social e poder honrar com os preceitos legais, promovendo o bem comum e criando condições efetivas que potencializem todas as áreas do desenvolvimento humano.
Segundo o Ministério da Fazenda, a realidade do Sistema Tributário, em nosso país é muito complexa, principalmente porque existem muitos tributos que incidem sobre a mesma base, refletindo em uma sobrecarga para os cidadãos, que na grande maioria, desconhecem a dinâmica desse sistema.
Acredito que um ponto positivo para uma mudança paradigmática, está nesses cursos de formação, que através de informações importantes e de linguagem acessível, promovem a disseminação dessas estruturas em meio a sociedade. Outro fator que destaco de suma importância, diz respeito a competência dos municípios, como é o caso do meu - Santiago/RS - que adotou uma política de institucionalização do Programa de Educação Fiscal, unindo esforços entre as Secretarias Municipais de Educação e da Fazenda e expandindo para as demais, através a articulação entre os projetos e programas sociais, embasados nos princípios norteadores do Programa Internacional "Cidade Educadora".
Essas ações fazem por melhorar o diálogo entre Sociedade e Estado, mas não acredito que somente a falta de informação da população sobre o Sistema Tributário é capaz de responsabilizar-se pelas causas da iniqüidade fiscal em nosso país. É sabido que existem muitas outras causas, desde a corrupção, desvios de conduta, formas legais e ilegais de evitar o pagamento tributário, que para mim um exemplo expresso disso é a pirataria. Que além de gerar uma quebra na economia, também gera inúmeros efeitos sociais.
É muito importante que para o exercício pleno da cidadania, é indispensável a informação do funcionamento de todo arcabouço estrutural do Estado, para que haja uma participação ativa, através da vivência consciente da responsabilidade social de cada um, no auxílio ao combate das desigualdades e na construção de um futuro melhor para todos, imbuído da concepção de uma ética planetária.
Com isso, cresce cada vez mais, a importância dos Programas de Educação Fiscal, em meio as estruturas sociais. Sendo desenvolvidos com a proposta de transformar informações e dados em conhecimentos úteis e aplicáveis no dia a dia, nas tarefas cotidianas, internalizando-as nos seres e construindo uma rede de ações conscientes e cidadãs. Deve haver um processo educativo entre essas conexões, por exemplo: não basta apenas dizer que deve-se solicitar a nota, ou cupom fiscal, tem que se saber o que está envolto nessa ação, os benefícios gerados e que retornam à sociedade devem ser trazidos à tona, fazendo com que realmente aconteça uma Educação Fiscal viva, produtiva, humanizadora, ética e comprometida com o desenvolvimento social.
Assim, retorno à "Fábula do Leão e do Beija-Flor", onde o papel dos disseminadores deve ser visto como o do pequeno pássaro, a fim de conseguir sensibilizar e tocar os corações dos demais em prol da causa e fazendo valer a sua responsabilidade social com o exercício da cidadania.
"O problema atual dos direitos do homem não é mais justificá-los ou enunciá-los, mas protegê-los, buscar condições, os meios para realizá-los e, efetivamente, desfrutá-los. Trata-se, portanto, de passar à ação."
(ESAF, 2009, p.55)
Então, VAMOS NESSA!!!
Assinar:
Postagens (Atom)