sexta-feira, 28 de maio de 2010

AMIGOS DA BIBLIOTECA

O Projeto "Amigos da Biblioteca" está a todo vapor, disseminando a leitura, a produção e a valorização das mais diferentes formas de expressão artística. Vindo assim, a contribuir no fortalecimento da Identidade Cultural da nossa "Terra dos Poetas".

A Biblioteca Pública Municipal "Melvin Jones" está de portas abertas esperando sua visita, tanto para ser mais um de nossos amigos, como para participar de nossas atividades.

Lembre-se: "Um país de faz com homens e livros"
Monteiro Lobato


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quarta-feira, 12 de maio de 2010

A GESTÃO DE GERAR VIDA

Na contemporaneidade estamos em um momento onde as Instituições Escolares estão sendo constantemente obrigadas a repensarem o seu papel frente a conjuntura do mundo atual. Por essa razão que a escola tem figurado o papel principal em muitas produções na literatura científica, não apenas pelo fato de ser um ambiente de extrema importância sócio-cultural, mas pela busca de uma melhoria significativa nos sistemas educativos.

E, é nessa busca pela transformação humana que a escola deve valorizar e refletir sobre a sua organização e gestão como alicerce básico para se alcançar as metas tão almejadas.

Cabe mencionar que se observada numa perspectiva sociocrítica, a escola passa a ser “vista como um espaço educativo, uma comunidade de aprendizagem construída pelos seus componentes” (p. 30). Sendo um espaço de descentralização do ensino e reflexão sobre o papel social de cada membro da comunidade que a constitui. Assim a gestão da escola passa a ser encarada com dimensões que extrapolam os aspectos administrativo e burocrático, uma vez que, ela passa a ser entendida como verdadeiras práticas educativas e que englobam dentro de seu processo modos de agir e pensar, valores e atitudes que acarretam profundas influências na aprendizagem afetando não só alunos, mas principalmente os seus professores.

Essa gestão vista de forma horizontal é capaz de ampliar a participação de vários atores e atrizes educativos que na maioria das vezes não aparecem como produtores de um trabalho integrada à melhoria da educação. Deve-se lembrar que “todas as pessoas que trabalham na escola participam de tarefas educativas, embora de forma não igual” (p. 31).

Os professores não devem estar relacionados a escola somente em dar aulas e vencerem os conteúdos programáticos da melhor forma possível. Eles estão inseridos na organização e devem participar da gestão da escola. Cada um com as suas especificidades de suas áreas tem muito a contribuir e a aglutinar conhecimentos e experiências no encontro de melhores caminhos a se seguir.

E isso se dá desde “tomar decisões coletivamente, formular o projeto pedagógico, dividir com os colegas as preocupações (...) ou assumir coletivamente a responsabilidade pela escola” (p. 34). Compartilhar é uma palavra fundamental para o crescimento profissional em qualquer área, mas principalmente na educação, pois faz com que se reflita sobre a identidade de um grupo social e juntamente, sobre a importância que o mesmo tem para a sociedade atualmente.

Por isso que o professor deve ir além do que simplesmente ‘dar sua aula’, ele tem que conhecer as condições sociais, organizacionais, pedagógicas e administrativas da instituição em que participa, para poder contribuir de forma positiva e coerente na gestão e na organização da escola. Já que ele é uma personagem que tem a função de “participar ativamente” e contribuir para as decisões nos diferentes aspectos que compõem a organização escolar (p. 36).

Estamos vivenciando profundas e rápidas mudanças sociais impulsionadas pelo avanço científico e pelo grande número de informações que nos são despejadas constantemente. Para se poder participar desse processo de gestão faz-se necessário que o professor esteja preparado para acompanhar esse ritmo, que chega a ser frenético, muitas vezes, pois “essas mudanças atingem o sistema educacional, exigindo-se dele a adequação aos interesses do mercado e investimentos na formação de profissionais mais preparados” (p. 47).

Isso faz com que se espere dos profissionais, cada vez mais, conhecimentos, preparo técnico e visão cultural. E esse é um ponto importantíssimo para o professor. Por que entra em cena a formação continuada, já que não aceita-se que alguém fique estanque com o conhecimento adquirido em momentos que não correspondem com a conjuntura do mundo atual.

A formação continuada deve ser vista como uma “função da organização escolar, envolvendo tanto o setor pedagógico como o técnico e administrativo” (p. 227). Ela vai além do que se entende, muitas vezes, como qualificação pedagógica, pois ela deve abranger as outras áreas da organização escolar e os demais profissionais.

Deve-se desmitificar a idéia que a formação continuada é simplesmente participar de palestras, cursos e seminários, como foi mencionado anteriormente, ela extrapola essa concepção. Uma vez que, além de conhecimentos deve-se pensar nos procedimentos técnicos e operacionais, como também, a valorização, exploração das diversas formas culturais e o respeito as diversidades.

A escola tem que prevê uma formação cultural e científica, possibilitando “o contato dos alunos com a cultura, aquela cultura promovida pela ciência, pela estética, pela ética” (p. 51). Mas para isso não só gestores, como os professores devem ter consciência da importância da interação cultural na aprendizagem. O diagnóstico da realidade está inserido em concepções culturais, como também econômicos e políticas.

Para essa mudança paradigmática, exige-se um profissional “capaz de exercer sua profissão em correspondência às novas realidades da sociedade, do conhecimento, do aluno, dos meios de comunicação e informação” (p. 81). Uma vez que, “a educação escolar tem a tarefa de promover a apropriação de saberes, procedimentos, atitudes e valores por parte dos alunos, pela ação mediadora dos professores e pela organização e gestão da escola” (p. 137).

Assim, concluí-se que uma gestão centrada em gerar, ‘dar a vida’ é um esforço conjunto de vários atores e atrizes educativos, que contribuem de várias e diferentes formas. Todas importantes e necessárias e que devem ser vistas como tais, para o bom andamento dos processos educacionais. O trabalho de todos é importante, mas faz-se necessário que se nomeie algumas responsabilidades que devem ser coerentes com as especialidades e aptidões de cada um. Pois “não é possível a escola atingir seus objetivos e sua proposta regular sem formas de organização e gestão”, como também, “a escola será tanto mais democrática quanto mais se empenhar na promoção da qualidade cognitiva e operativa da aprendizagem dos alunos” (p. 16).

Texto Base:

LIBÂNEO, José Carlos. Organização e Gestão da Escola: Teoria e Prática. Goiânia: Alternativa, 2004